terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

História de Ficção de Adelson Pereira Filho - As Crônicas de Robert Dickson


Olá a todos os leitores!

Estamos aqui mais uma vez com mais uma história de ficção.

Esta história foi escrita pelo Adelson, que estava no 1ºE no ano passado e hoje está no 2ºB. 

Ele me surpreendeu muito com esta história, pois está muito interessante e muito bem escrita! Não sabia dessas suas habilidades Adelson!

Vamos ler?






As Crônicas de Robert Dickson
Como seria um mundo onde tudo é perfeito? Realizar todos seus desejos, tudo o que você quiser em um piscar de olhos? Um jovem cientista Chamado Robert Dickson tornou isso possível, mas nem tudo que reluz é ouro, ele vai descobrir da pior forma que sua invenção não foi boa ideia.
O cientista Robert Dickson era um cientista renomado, morava com sua filha Gabriela Dickson, os dois moravam numa cidade do Texas os dois tinham uma vida perfeita, mas o que aconteceu para Robert perder sua filha?
Tudo começou quando ele inventou uma máquina que pudesse mudar o modo de viver das pessoas, ele inventou uma máquina onde ela fazia tudo que o dono pedisse, fazer comida, tarefa do dia-a-dia, dever de casa e também levar para outros lugares. Antes de tudo ele resolveu experimentar. Ele entrou na máquina e ajustou para levá-lo para o México. Foi e voltou com sucesso, depois ele resolveu pedir algo para comer, mais uma vez foi sucesso absoluto ele estava tão feliz que nem percebeu que aquilo em mãos erradas era um perigo para todo mundo.
Robert resolveu mostrar isso para todos, claro que isso foi um erro. Ele apareceu na TV, nessa mesma hora um grupo de bandidos perigosos com o líder chamado Alex planejaram roubar a máquina para o uso próprio, com isso eles iriam conseguir fazer tudo, falsificar dinheiro, projetar armas de fogo etc.
-Nós vamos roubar essa máquina, como ela vamos ficar ricos.
O resto do grupo ficou feliz.
-Chefe! como vamos roubar se nem sabemos onde ele mora?
-Larga de ser otário! Olha na TV está ao vivo, vamos lá, depois da matéria seguimos até a casa dele, pegamos todos os dados e quando for a hora atacamos.
-Vamos então, mexam essa carcaça inútil de vocês!
Os bandidos conforme o combinado seguiram o cientista até a casa dele. Chegando lá eles perceberam que tinham que fazer um plano muito bom porque o pai trabalha fora, e a filha ficava sozinho todos os dias. Então Alex falou:
-Vamos esperar que ele saia de casa e pegamos a máquina sem a filha saber.
Finalmente chegou o dia de pegar a máquina, Robert estava sentindo que tinha alguma coisa de errado acontecendo, a filha só tinha 9 anos, perto de uma máquina tão poderosa quanto aquela… Essa pergunta Robert fez a si mesmo, e depois pra ela:
-Filha você vai ficar bem sozinha?
-Vou papai, já fiquei sozinha tantas vezes, por que a preocupação?
-Porque é a primeira vez que você fica sozinha com a máquina, estou com medo.
-Não precisa papai, vou ficar bem.
- Ok, mas qualquer coisa me liga eu volto correndo.
- Ok!
E lá foi Robert para mais um dia de trabalho, mas com preocupação, de olho no celular.
Enquanto isso a pequena Gabriela resolveu usar máquina, ela queria comer algo, mas errou os comandos, e além de comer alguma coisa, ela foi para na Lua! Robert estava preocupado mas como o celular não tinha tocado, ele achou que estava tudo bem.
Enquanto isso na casa dele, os bandidos tinham meia hora para pegar a máquina e dar o fora antes que Robert chegasse na casa dele, mas como Robert estava muito ansioso para ver se a filha ele chegou 10 minutos antes. Claro que os bandidos não contavam com isso.. Quando os bandidos estavam com o carro pronto e com a máquina, Robert chega.
Robert viu um carro correndo pelos fundos, mas nem parou para pensar que era na sua casa.
Então ele entrou na sua casa gritando:
-Gabriela, filha, amor....
Ninguém respondia.Ele achou que ela pudesse estar no banho, mas nada…
Ele começou a ficar preocupado. Iria esperar até as 20:00 senão ele iria chamar a polícia. Mas onde estava a pequena Gabriela......Ela foi para na Lua por engano!  Ela acordou na Lua, estava muito assustada. Então ela começou a caminhar para ver aonde estava seu pai mas enquanto ela andava, começou a ouvir um barulho estranhos e andava com medo. Até que uma pequena voz chamou por ela:
- Gabriela, Gabriela.....
-Quem é você, como sabe meu nome?
-Eu estou do seu lado não precisa ficar com medo.
-Então apareça!
Então um alienígena saiu de trás das pedras e falou:
- Olá meu nome e Max, você está na Lua.
- Cadê meu pai?
-Não sei - disse Max.
- Mas vou te ajudar a encontrar seu pai.
Enquanto isso já era quase 22:00 e ainda não tinha aparecido a Gabriela. Seu pai tinha entrado em desespero e resolveu chamar a polícia. Enquanto ele esperava chegar a polícia, ele resolveu procurar pelas ruas, mas infelizmente nada achou. Finalmente chegou a polícia. O chefe da polícia se dirigiu até Robert e disse:
-O que aconteceu senhor?
-Minha filha sumiu já faz horas chefe.
- Calma com certeza vamos encontrar sua filha. Mas Primeiro precisa me ajudar. A que horas ela sumiu? Aonde foi isso?
-Ela sumiu por volta de 17:00 dentro de casa.
- Além dela sumiu mais alguma coisa?
Robert ia dizer não mas antes de falar ele lembrou do carro que tinha levado algo grande. Então respondeu:
-Pensando melhor sim, quando eu estava chegando em casa eu vi pelos fundos um carro enorme, com algo atrás eu acho que era minha máquina.
Robert ficou desesperado e foi correndo pro porão. Viu que sua máquina não estava mais lá.Então ele voltou pro policial e falou:
-Chefe, minha máquina sumiu!
-Então sumiu sua filha, e a máquina?
-Isso mesmo!
-Você chegou a ver a placa do carro?
-Eu vi uma parte da placa só.
-Qual era?
-Eu lembro que era DXT-495...Uma S10 modelo 2012 na cor prata.
-Ok, é tudo que precisamos para encontrar.
O chefe de polícia foi embora e começou imediatamente fazer suas pesquisas e conseguiu descobrir o dono do carro. O carro era roubado mas conseguiu rastrear por satélite, ele estava escondido numa pequena casa no sul do Texas. O policial então, no outro dia comunicou ao Robert e disse:
-Achamos o esconderijo da sua filha e da máquina.
-Passa aqui em casa que eu quero rever minha filha e olhar nos olhos de quem a sequestrou!
Então o policial rapidamente passou na casa dele e em 20 minutos e ele e mais 5 polícias fortemente armados invadiram o cativeiro e prenderam a quadrilha. Robert achou a máquina mas não achou sua filha. A polícia sabia que não tinha acabado seu trabalho, pois a Gabriela ainda estava desaparecida.
A pequena Gabriela estava sendo muito ajudada por Max, ele estava ajudando a encontrar o pai dela, mas ele não sabia que ela não era de lá e nem como apareceu lá.
Ela explicou o que tinha acontecido como ela, como foi para na Lua, mas Max muito triste disse:
-Puxa vida não acredito!
-O que foi? - disse Gabriela.
-Você não pode voltar para sua casa, porque para voltar precisa ser pela mesma máquina que a trouxe aqui.
Gabriela ficou muito triste. Mas nem tudo estava perdido porque seu pai tinha levado a máquina para casa e pelo computador conseguiu ver todas as coisas feitas pela máquina e viu que o último  de uso da máquina foi 29 de março de 2012 às 17:30 quando Gabriela fez um pedido de ir para Lua. Robert não pensou duas vezes e também foi para Lua, mas chegando lá tinha algo estranho porque estava tudo tão deserto, isso porque os dois amigos já tinham andado mais de 5 km! Robert teria que andar muito para conseguir chegar até sua filha. Então seguiu em frente de cabeça erguida confiante que iria conseguir achar sua filha. Ele andou mais de 15 km estava cansado e ainda não tinha nem sinal dela, mas mesmo assim ele não desistiu porque sabia que ela estava na Lua. Ele descansou um pouco e continuou andando, depois de andar quase 50 km sem descansar ele finalmente achou sua filha. Muito emocionado gritou:
-Filha, Gabriela, amor.... é seu pai!
Gabriela e Max se viraram, se abraçaram bem forte e começaram a chorar de emoção! Max ficou emocionado também.Robert ainda chorando falou:
-Nunca mais vou te deixar sozinha!
- Vamos.Mas quem é esse Alien?
-É meu amigo Max. Ele me ajudou com tudo, ele é um grande amigo!
-Ta bom vamos embora então.
Quando ele estavam na metade do caminho um Alien do mal interrompeu seu caminho e disse:
-Vocês não podem passar. Ele é um grande cientista e não posso ficar sem ele!
-Mas a gente precisa ir para casa. - Disse Gabriela.
-Você pode ir, mas ele fica!
-Nada disso ou vamos todos ou ninguém vai. - Disse Gabriela.
-Então vamos ter uma grande Batalha.Mas seria apenas 1 contra 1 .
O alien do mal chamou mais de 30 outros soldados. Mas Max não iria brigar sozinho. Também chamou outros 330 soldados, uma grande batalha foi travada. Robert teve que lutar, Gabriela ficou protegida e esperou a batalha acabar. A luta durou 5 dias, depois de muito soldado morto o bem venceu novamente e Robert, Gabriela, Max puderam seguir adiante.
Finalmente o grupo chegou até a máquina e pôde voltar para casa. Mas antes teve muitos abraços, afinal apesar de se conhecerem há pouco tempo, Max salvou a vida de Robert e Gabriela. Os dois prometeram que um dia eles iriam voltar. Então Gabriela e Robert Voltaram para sua casa, mas jamais iriam esquecer do Max, um amigo verdadeiro!
Fim.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

História de Ficção de Suélen L. Souza - A Guerra das Galáxias

Vamos ler mais uma história de Ficção?

Esta história é a da Suélen, que estudava no 1ºA ano passado e este ano está estudando no Sesi. Suélen sempre foi muito estudiosa, sempre tirava notas muito altas em Física e eu não sabia que ela também era uma ótima escritora! Estamos sentindo saudades de você Suélen! Mande notícias! Preciso também de uma foto sua para colocar aqui!

Boa leitura a todos!!


A Guerra das Galáxias
Capítulo 1
Hoje a 5 milhões de anos terráqueos, o universo se encontra em perfeita harmonia, mas nem sempre foi assim. Há aproximadamente 2,5 milhões de anos atrás, todos já sabiam da existência de vida inteligente em todas as galáxias, umas eram bons lugares para se morar outras não, pois cada galáxia possuía seu próprio governante, algumas eram governadas por reis outras por presidentes e dentre esses mesmos alguns eram bons e outros não. Isso gerava grandes tensões entre o povo e os governantes e ate mesmo tensões entre os próprios governantes na hora de tomar uma decisão envolvendo todo o universo. Visando o fim dessas tensões, foi marcada uma reunião na Estação Espacial Universal, em que o governante de cada galáxia deveria estar presente, nessa reunião seria estipulada uma eleição para definir um Presidente Intergaláctico que comandaria todo o universo.

 Quase todas as galáxias concordaram com isso, menos duas, a Galáxia A1689-ZD1 e a Galáxia Cata-Vento do Sul (NGC 5236), ambas as galáxias governadas por reis, que afirmaram que cada galáxia deveria possuir suas próprias regras, leis, seus próprios governantes e que uma pessoa sozinha não poderia ter o poder de comandar o universo inteiro. No entanto uma parcela dos governantes ali presentes queria realmente por um fim nessas tensões e outra parte queria ganhar as eleições para então ter o poder de controlar todo o universo, portanto, os argumentos acabaram não convencendo ninguém. A eleição foi marcada e somente aqueles que já eram governantes podiam concorrer ao cargo de Presidente Intergaláctico, o que gerou uma pequena revolta no povo.

 No dia da eleição toda e qualquer forma de vida inteligente presente no universo deveria ir votar. A eleição definiu Lynn Ichijyo como Presidente Intergaláctico, o que não agradou em nada a maioria dos outros governantes, principalmente Hayao Kaifun e Breetai Minmay reis respectivamente das Galáxias A1689-ZD1 e Cata-Vento do Sul, já que Lynn Ichijyo não era nada ganancioso, era inteligente, sempre procurava ajudar a todos no que fosse preciso e o povo gostava dele. 

A galáxia que Lynn governava era uma das melhores para se morar. Lynn era do planeta Livonia pertencente à galáxia Centaurus A (NGC 5128) localizada a cerca de 14 milhões de anos-luz da Terra, Lynn possuía uma alta estatura, seu rosto era parecido com o de um humanoide, era verde e tinha orelhas pontiagudas. Lynn no geral era um bom sujeito.

Quando Lynn foi anunciado para todo o universo como o primeiro Presidente Intergaláctico, todos comemoraram e fizeram uma festa em sua posse. Como presidente ficaria com uma enorme e luxuosa nave estelar a NCC-1701, a qual viajava por meio de buracos de minhoca intrauniversos capazes de conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal e assim conseguir visitar qualquer galáxia em um curto período.

Após a posse de Lynn, Hayao Kaifun e Breetai Minmay ainda irritados por perderem seu poder, conversaram e arquitetaram um plano para tomar o poder de volta e não só governar apenas suas galáxias como também as outras e com isso construir um Império que, segundo eles, iria durar gerações.

Para tomar o poder eles precisavam de um exército, porém sabiam que ninguém além dos outros ex-governantes iria lhes ajudar, e então precisavam encontrar outra forma de conseguir um exército. Após falarem com os outros ex-governantes e os convencerem a lhes apoiar a tomar o poder, dizendo que dariam a cada um deles um cargo de grande importância no Império, começaram a pensar em um jeito de conseguir um exército.

Depois de inúmeras ideias, Breetai sugeriu uma que agradou a todos, mas que levaria tempo. A ideia de Breetai era a construção de um exercito de super-robôs, que se chamaria Cybermen. Porém para isso eles precisariam de alguém capaz de criar esses super-robôs. Hayao disse que havia alguém capaz de construir os Cybermen em sua galáxia, esse alguém era Max Genius do planeta Othrys, mas que ele provavelmente não iria aceitar construir os CyberMen a menos que sua família esteja em perigo. Com isso, Hayao disse que iria sequestrar a família de Genius e com isso fazer com que ele construa os Cybermen, mas que enquanto isso não acontecia ele e os outros ex-governantes deveriam fingir apoiar Lynn Ichijyo como Presidente Intergaláctico.

 Hayao voltou para a Galáxia A1689-ZD1 e conseguiu sequestrar a esposa e os dois filhos de Max, após isso falou com Max e disse que se ele não ajudasse na construção dos Cybermen nunca mais iria ver sua família. Não vendo outra saída Mas aceitou construir os super-robôs para Hayao e Breetai, só que a construção levaria três meses, com Hayao e Breetai fornecendo os materiais necessários.

 Max era um importante cientista em sua galáxia, ele estava no processo de construção de um teletransportador para ir de um lugar para o outro no universo em um período de tempo muito mais curto do que por meio das naves estelares. Max possuía uma baixa estatura, tinha uma cabeça relativamente grande, tinha olhos enormes, era azul e seu nível de inteligência era relativamente alto, assim como maioria dos habitantes de seu planeta, já que essa era uma das características do planeta Othrys. 

 Durante os três meses que se passaram, os ex-governantes fingiram apoiar Lynn e suas decisões, que inclusive deu fim as tensões entre o povo e o governo, enquanto Max construía o exercito de milhares de Cybermen.

 Os Cybermen quando prontos foram testados de diferentes formas. Eles eram feitos de grafeno, um dos materiais mais resistentes conhecidos, e tinham nano chips instalados em suas cabeças que lhes davam as informações necessárias e ordens do que tinham que fazer.

 Os Cybermen estavam prontos para começar uma guerra intergaláctica, e assim tomar o poder para Hayao, Breetai e os outros ex-governantes, que formaram uma frota de naves estelares para os 

Cybermen atacarem o Presidente Intergaláctico e todos que estivessem junto com ele, que estava atualmente na Estação Especial Universal, resolvendo alguns assuntos sobre conflitos da Galáxia Messier 82.

 Com tudo pronto, Hayao e Breetai organizaram os Cybermen nas naves e os dois ficaram a frente da frota, comandando tudo e partindo em busca de poder.



Capítulo 2

O Início da Guerra





E aí? Ficaram curiosos? Será que a Suélen quer escrever continuar a história?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

História de Ficção de Giulia Hunger - Ômega

Caros leitores,


Vamos ler a primeira história de ficção escrita por uma de minhas alunas, a Giulia Hunger.


Quando ela escreveu esta história no ano passado ela estava no 1º B. Hoje ela iniciou o 2ºB na E. E. Patriarca da Independência em Vinhedo e continua sendo minha aluna.

Giulia é uma menina tímida, porém com muitos talentos! A cada dia descubro algo novo sobre ela! Sua história me impressionou! Muito bem escrita e que prende a atenção do começo ao fim.

Convido todos a ler esta belíssima história:


Ômega

         As estrelas pareciam brilhar mais naquele momento, como se a chegada de alguém há muito esquecido estivesse próxima. Dentro da enorme cúpula transparente, num pequeno planeta, distante anos-luz do nosso Sol, coberto por uma superfície vulcânica, Ômega acordou. Ofuscado pela forte luz do sol de seu sistema planetário, seus olhos se fecharam rapidamente, para depois abrirem, vagarosamente. Olhos negros, pupilas estreladas, é difícil descrever exatamente a cor dos olhos de Ômega. Seu corpo flutuava dentro de uma esfera transparente, de aparência molhada, e rodeada de inúmeros cristais, das mais variadas cores. Uma energia avermelhada emanava da esfera e a envolvia.
         Ele olhou para seu corpo, e percebeu que estava completamente diferente do que se lembrava, ainda que essas lembranças fossem vagas. O formato do corpo ainda lembrava os seres humanos, porém isso era tudo: sua pele possuía uma tonalidade azulada, sem nenhum pelo em toda a extensão. Em vez de veias, parecia possuir como se fosse linhas carregadas de energia, partindo do centro de seu peito, onde, num ser humano, se localizaria o coração. Ômega estava confuso, devido às vagas lembranças de seu passado, mas ao mesmo tempo uma sensação de conforto dominava seu ser, como se ele pertencesse àquele lugar, e já estivesse ali há muito tempo.
           Subitamente, uma abertura em formato oval começou a se formar à sua frente, na esfera. Se sentiu compelido a sair, e assim o fez. Fora da esfera, avistou uma figura semelhante a seu novo eu, com o corpo totalmente despido, dotado de belas formas femininas. De suas costas, vários pares de linhas de energia se projetavam, e se moviam lentamente, para cima e para baixo, como se fossem um par de asas. A fêmea flutuava à sua frente, e assim que tocou o chão, suas asas desapareceram. Ela se aproximou de Ômega, e lhe deu um forte abraço.
- Bem vindo novamente, meu irmão. Que bom que seu exílio acabou. Mesmo que o tempo dos humanos mortais pareça curto aos nossos olhos, para mim a sua ausência foi como uma eternidade.
          Ela falava num idioma estranho, mas Ômega a compreendia, mesmo sem nunca ter ouvido o idioma antes - ou pelo menos é o que ele pensava. Sua voz era doce, como uma sinfonia tocada pela mais bela orquestra. Seu abraço, caloroso, como o ardente sol do deserto.
          Ao tocá-la, Ômega se lembrou de sua irmã, Zeta. As memórias aos poucos voltavam para ele: sua infância, os tempos em que cruzavam os céus da grande galáxia de Andrômeda, passando por planetas, luas, cometas, e infinitos corpos celestes, cada um com suas características peculiares e suas belezas únicas.
- Zeta, que saudades - disse Ômega, no mesmo idioma que sua irmã lhe falara. Continuaram abraçados por algum tempo, até que se separaram, cada um com um sorriso imenso estampado no rosto.
          Sua irmã então fitou seus olhos, e lhe dirigiu a palavra num tom de voz mais grave:
- Meu irmão, depois de todo esse tempo, você finalmente se arrependeu do que fez? Ou seu amor pelos mortais ainda é grande a ponto de você sacrificar tudo por eles? Tudo, incluindo sua eternidade, o amor de sua irmã, de sua família, ou até mesmo a grandeza do universo?
       Ômega lembrou-se de Faerûn, o planeta que tanto protegera no passado. Se virou, olhando fixamente para o céu, as estrelas, e se lembrou do que tinha feito, a causa de seu longo período de exílio.
        Cerca de cem anos terrestres no passado, Ômega era o guardião celestial do sistema de Abeir-Toril, um dos setores populacionais mais importantes da galáxia de Andrômeda. O jovem ravenloftiano, ainda inexperiente, ficou fascinado com a riqueza cultural dos povos dos planetas de Faerûn e de Palanthas. Mesmo sabendo que as leis de seu povo impediam que um ravenloftiano interferisse sobre os mortais diretamente, Ômega se rendeu à paixão e desceu em Faerûn, num corpo mortal, para sentir de perto tudo o que os mortais sentiam e ele podia apenas imaginar. Como punição, ao ser descoberto, ele foi condenado a ficar preso em sua forma mortal, num planeta distante e isolado, por cerca de 80 anos, a expectativa de vida de um faerûniano.
           Voltando a si, Ômega respondeu à irmã:
- Não, minha querida irmã, não me arrependi - Sorriu, e suas asas de energia se materializaram - para mim, o tempo que passei como mortal, cada experiência, cada perigo que corri, tudo valeu a pena. Mas eu não faria isso novamente, antes que me pergunte. Meu maior castigo, porém, não foi me afastarem das estrelas, como pensaram que me serviria de punição, mas sim me afastarem daqueles que mais amo no universo: você e os mortais.
         Dizendo isso, ele se despediu de sua irmã e partiu velozmente para o centro da galáxia. Ômega estava ansioso para voltar a observar e vigiar, ainda que de longe, aqueles seres tão frágeis, tão minúsculos comparados a ele, mas que possuíam sentimentos e emoções tão fortes e nobres. Sua luz se misturou às infinitas estrelas do céu, por um breve instante, e foi sumindo lentamente, à medida em que se distanciava do planeta onde Zeta permanecia, imóvel, observando sua partida.
       A bela ravenloftiana se comoveu ao entender as palavras do irmão. Estava extremamente feliz por tê-lo de volta em sua vida, e grata a todos os mortais daquele planetinha azul, Faerûn, que os habitantes chamavam de Terra, por partilharem do amor de Ômega.